Um Projecto Cultural Total


 

 

HOMENAGEM DO POESIS AO JOSÉ SARAMAGO

 


JOSÉ SARAMAGO


Uma morte que a história já não apaga. 16 de Novembro de 1922 — Tías, Lanzarote, 18 de Junho de 2010

Um artista emerge das suas profundas contradições, que espelham aquelas mais amplas e representam as angústias existenciais da própria humanidade.
Escritor do mundo, não deixou de ser um profundíssimo português cuja dimensão ultrapassou a dimensão da costumeira mesquinhez Nacional.
Isolava-se em Lanzarote pensando melhor Portugal, como Torga nas fragas transmontanas, lugares onde, a partir de paisagens áridas e belas, se podem encontrar consigo e com o mundo.

Lega-nos uma vasta obra e o único Prémio Nobel da Literatura.

A mim, chega me de tão vasto a leitura do "Memorial do Convento", obra prima da nossa literatura.

Até sempre!

PS: Se os Presidentes da Republica não servem para prestar pleito na hora da morte aos melhores e reconhecidos entre nós, o que fazer com eles??

 

 

 

 

 

Os Novos Bárbaros

 

(Na esteira de Agostinho da Silva)

 

 

 

Escrevia, Agostinho da Silva, sobre os bárbaros, novos, aproximando-se o dealbar do século XX, como consequência da degradação do projecto ideológico/moral do século XX. Projecto assente na limpeza dos conteúdos clássicos, e dos valores de humanismo, dos programas escolares, e dos projectos culturais.

A cedência ao facilitismo, à tecnologia, ao vazio ético/moral, às ideologias de limpeza do lastro passado, abriram caminho a novas gerações sem referenciais sobre a história, a urbanidade e a necessidade civilizadora para a sobrevivência da humanidade.

A escrita fácil, a desvalorização da profundidade do pensamento, na literatura, na filosofia, na cultura em geral, por uma nova “onda”, light, rápida e pronta a servir, emergindo de um vácuo de ideias e de referências, traduz-se na barbárie vivida em grupo, em multidão, ou no mundo virtual da net.

A experiência profunda da humanidade denegrida, ferida, da humanidade que pensa, cria artefactos, e se renova intelectualmente, pela nobreza do drama, vencendo os ismos todos, desaparece, pois com ela vão todos e todas cujo pensamento substanciou a resistência ao facilitismo no pensamento, na política, na cultura, na ciência e na arte.

Os novos bárbaros estão aí, cheios de informação, mas nulos de pensamento autónomo e liberdade criadora, insensíveis à relação substancial humana, sobre a qual se fundou a civilização da existência, do progresso, das liberdades e da tolerância, capaz de barrar o passo ao maior totalitarismo da história: o Nazismo.

 

Joaquim Paulo Silva

 

 

 

 

Bem-vindos ao POESIS

O POESIS afirma-se como um Projecto Cultural Total. Como um espaço aberto, desinibido de barreiras disciplinares ou outras, visando a promoção de projectos culturais inovadores, que englobem, não apenas uma área específica, mas o universo dos saberes e das culturas, num atitude de partilha e síntese, de historicidade e ética, de arte e ciência, de reconciliação humana e visão cósmica.